Cirurgia refrativa, uma das formas mais eficazes de correção da miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. por Dr. Rodrigo Corrêa

Cirurgia Refrativa

Cirurgia refrativa representa hoje uma das formas mais eficazes de correção da miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. por Dr. Rodrigo Corrêa

Os erros refrativos — miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia — figuram entre as principais causas de baixa visão no mundo. Bilhões de pessoas convivem com algum grau de deficiência visual corrigível. A cirurgia refrativa consolidou-se como alternativa segura e previsível para levar à independência dos óculos e lentes de contato ou, ao menos, reduzir sua dependência em pacientes adequadamente selecionados.

Essas alterações de visão ocorrem quando a imagem não é focalizada corretamente sobre a retina, no fundo do olho. Na miopia, forma-se antes da retina; na hipermetropia, atrás; e no astigmatismo há irregularidade na curvatura da córnea, causando distorção visual. A presbiopia está relacionada à perda progressiva da capacidade de foco para perto, geralmente após os 40 anos, mesmo que o indivíduo mantenha boa visão para longe.

O tratamento a laser da cirurgia refrativa atua remodelando a córnea, ajustando sua curvatura e devolvendo a formação nítida da imagem no fundo do olho. Nos casos em que a cirurgia corneana não é indicada, como em córneas muito finas ou curvaturas extremas, existem alternativas baseadas no implante de lentes intraoculares específicas para cada perfil ocular, permitindo a correção do grau com segurança e previsibilidade.

As primeiras técnicas modernas para correção de grau surgiram na década de 1930 com Tsutomu Sato e foram aperfeiçoadas por Svyatoslav Fyodorov na década de 1970 com a ceratotomia radial. O método consistia em incisões radiais profundas na córnea, realizadas à mão com bisturi, com o objetivo de modificar sua curvatura e reduzir a miopia. Embora inovadora para a época, apresentava menor previsibilidade quando comparada às técnicas atuais, muito mais precisas.

Com o desenvolvimento do Excimer Laser nos anos 1990, iniciou-se uma nova fase na cirurgia refrativa. Procedimentos como PRK e LASIK passaram a oferecer maior precisão e recuperação visual mais rápida. Atualmente, também se destacam técnicas como SMILE, realizada com laser de femtossegundo, além da cirurgia facorrefrativa, na qual o cristalino é substituído por uma lente intraocular com finalidade de correção do grau. Há ainda lentes intraoculares fácicas indicadas para graus elevados, sem necessidade de retirada do cristalino.

Os avanços tecnológicos ampliaram a segurança e a previsibilidade dos resultados, com exames de alta definição como topografia corneana, tomografia de córnea e aberrometria avançada, permitindo análise detalhada da estrutura e da qualidade óptica ocular antes da indicação cirúrgica, tornando o procedimento cada vez mais personalizado.

A indicação deve ser individualizada e baseada em critérios técnicos rigorosos. Quando corretamente indicada, a cirurgia refrativa pode proporcionar liberdade visual duradoura e impacto significativo na qualidade de vida.

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