Câncer colorretal é atualmente uma das neoplasias mais incidentes no mundo. por Dr. Pedro Eduardo Soares e Silva.

O câncer colorretal é atualmente uma das neoplasias mais incidentes no mundo e figura entre as principais causas de morte por câncer. No Brasil, segundo estimativas do INCA, são esperados mais de 45 mil novos casos por ano. Um dado que preocupa a comunidade científica é o aumento progressivo da doença em adultos com menos de 50 anos, fenômeno observado também na Europa e nos Estados Unidos.

Na maioria das vezes, o câncer colorretal se desenvolve de forma silenciosa. Em cerca de 90% dos casos, ele tem origem em pólipos adenomatosos, pequenas lesões que surgem na parede interna do cólon ou do reto. Esses pólipos, inicialmente benignos, podem sofrer transformações celulares ao longo de 10 anos ou mais, até evoluírem para um tumor maligno. Durante esse período, é comum que o paciente não apresente sintomas, o que reforça a importância do rastreamento.

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Estudos recentes publicados na revista Nature apontam ainda para possíveis fatores associados ao aumento de casos em jovens, como alterações do microbioma intestinal e a presença de toxinas bacterianas, além de fatores já conhecidos como obesidade, sedentarismo, dieta pobre em fibras e rica em ultraprocessados, consumo de álcool e histórico familiar.

O exame de colonoscopia é considerada o padrão ouro na prevenção do câncer colorretal porque não apenas detecta lesões precoces, mas também permite a retirada imediata dos pólipos durante o próprio exame. Ao remover a lesão antes que ela se transforme em câncer, interrompe-se a cadeia de evolução da doença. Por isso, a colonoscopia não é apenas diagnóstica, mas efetivamente preventiva.

As diretrizes atuais recomendam iniciar o rastreamento aos 45 anos para pessoas de risco médio, mesmo sem sintomas. Em casos de histórico familiar, o início pode ser antecipado para os 40 anos ou 10 anos antes da idade do parente mais jovem diagnosticado.

Prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento especializado são as estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade. A informação salva vidas.