Dor no ombro: quando é algo simples e quando pode indicar
lesão?
Condição está entre as principais causas de procura por ortopedista e tende a aumentar com o envelhecimento da população.

A dor no ombro é uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes na população adulta. Estudos internacionais indicam que entre 7% e 26% das pessoas apresentam dor no ombro em algum momento da vida. Em adultos acima dos 60 anos, a prevalência pode ultrapassar 30%.
No Brasil, a dor no ombro está entre os principais motivos de atendimento em consultórios de ortopedia e fisioterapia, ficando atrás apenas das queixas relacionadas à coluna e aos joelhos.
Por que o ombro dói tanto?
O ombro é a articulação com maior amplitude de movimento do corpo humano. Essa característica depende de um sistema complexo de músculos e tendões — especialmente o manguito rotador — que garantem estabilidade.
Com o envelhecimento, ocorre desgaste progressivo dessas estruturas. Pesquisas mostram que:
- Após os 50 anos, até 20% das pessoas podem apresentar
algum grau de lesão do manguito, mesmo sem sintomas. - Acima dos 70 anos, esse número pode chegar a 40–50% em
exames de imagem.
Nem toda lesão identificada causa dor, mas a associação entre
degeneração e sintomas é comum.
Principais diagnósticos- Tendinopatia do manguito rotador
- Ruptura parcial ou total dos tendões
- Capsulite adesiva (mais comum entre 40 e 60 anos)
- Síndrome do impacto
- Artrose do ombro
A capsulite adesiva, por exemplo, afeta aproximadamente 2% a
5% da população, sendo mais frequente em mulheres e em
pessoas com diabetes.
Fatores de risco identificados- Idade acima de 40 anos
- Diabetes (risco até 5 vezes maior para capsulite)
- Tabagismo
- Trabalho com movimentos repetitivos
- Esportes com movimentos acima da cabeça
Quando procurar avaliação?
Dados mostram que cerca de 50% dos pacientes com dor no
ombro ainda apresentam sintomas após seis mesesquando não
tratados adequadamente.
Sinais que merecem atenção:- Dor noturna persistente
- Fraqueza progressiva
- Limitação para atividades simples
- Dor após trauma
O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por exames de
imagem.
Tratamento e prognóstico
Estudos indicam que a maioria dos casos melhora com
tratamento conservador, especialmente quando iniciado nas
fases iniciais.
Pode incluir: - Fisioterapia
- Medicamentos prescritos
- Modificação de atividades
- Procedimentos cirúrgicos quando indicados
A intervenção precoce tende a reduzir o tempo de recuperação e o
risco de cronificação.
Dr. Lucas Barbieri Mantovani
Médico Ortopedista e Traumatologista
Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo
CRM-SC 15911
RQE 11499
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e
Cotovelo
� Atendimento em clínica privada
�(47) 3035-1905
� WhatsApp: (47) 3035-1905
� Instagram: @drlucasortopedia




