Dor no ombro: quando é algo simples e quando pode indicar lesão? por Dr. Lucas Barbieri Mantovan

Dor no ombro: quando é algo simples e quando pode indicar
lesão?
Condição está entre as principais causas de procura por ortopedista e tende a aumentar com o envelhecimento da população.


A dor no ombro é uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes na população adulta. Estudos internacionais indicam que entre 7% e 26% das pessoas apresentam dor no ombro em algum momento da vida. Em adultos acima dos 60 anos, a prevalência pode ultrapassar 30%.
No Brasil, a dor no ombro está entre os principais motivos de atendimento em consultórios de ortopedia e fisioterapia, ficando atrás apenas das queixas relacionadas à coluna e aos joelhos.


Por que o ombro dói tanto?
O ombro é a articulação com maior amplitude de movimento do corpo humano. Essa característica depende de um sistema complexo de músculos e tendões — especialmente o manguito rotador — que garantem estabilidade.
Com o envelhecimento, ocorre desgaste progressivo dessas estruturas. Pesquisas mostram que:

  • Após os 50 anos, até 20% das pessoas podem apresentar
    algum grau de lesão do manguito, mesmo sem sintomas.
  • Acima dos 70 anos, esse número pode chegar a 40–50% em
    exames de imagem.
    Nem toda lesão identificada causa dor, mas a associação entre
    degeneração e sintomas é comum.

  • Principais diagnósticos
  • Tendinopatia do manguito rotador
  • Ruptura parcial ou total dos tendões
  • Capsulite adesiva (mais comum entre 40 e 60 anos)
  • Síndrome do impacto
  • Artrose do ombro
    A capsulite adesiva, por exemplo, afeta aproximadamente 2% a
    5% da população, sendo mais frequente em mulheres e em
    pessoas com diabetes.

  • Fatores de risco identificados
  • Idade acima de 40 anos
  • Diabetes (risco até 5 vezes maior para capsulite)
  • Tabagismo
  • Trabalho com movimentos repetitivos
  • Esportes com movimentos acima da cabeça
    Quando procurar avaliação?
    Dados mostram que cerca de 50% dos pacientes com dor no
    ombro ainda apresentam sintomas após seis mesesquando não
    tratados adequadamente.

  • Sinais que merecem atenção:
  • Dor noturna persistente
  • Fraqueza progressiva
  • Limitação para atividades simples
  • Dor após trauma
    O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por exames de
    imagem.
    Tratamento e prognóstico
    Estudos indicam que a maioria dos casos melhora com
    tratamento conservador, especialmente quando iniciado nas
    fases iniciais.
    Pode incluir:
  • Fisioterapia
  • Medicamentos prescritos
  • Modificação de atividades
  • Procedimentos cirúrgicos quando indicados
    A intervenção precoce tende a reduzir o tempo de recuperação e o
    risco de cronificação.

  • Dr. Lucas Barbieri Mantovani
    Médico Ortopedista e Traumatologista
    Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo
    CRM-SC 15911
    RQE 11499
    Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
    Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e
    Cotovelo

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