Há…A INVEJA, a inveja é uma merda
Nem sempre há motivos claros, mas há motivações inegáveis que que a pessoa desconhece.
A inveja é uma merda. Mesmo. Essa frase clichê do dito popular mostra uma verdade impressionante. Muita gente, mas muita gente mesmo, trata você de um jeito e, por trás, fala mal, joga contra, passa rasteira, quer ver o circo pegar fogo com você dentro. Por quê?
Você age não conforme os resultados que quer, mas as dificuldades para obtê-los, sejam eles quais forem. Já ouviste aquela frase: “a inveja é um vírus que se caracteriza pela ausência de inteligência, escondida sob uma máscara de falsidade..” Segundo ele, “o ódio espuma, a preguiça se derrama, a gula engorda, a avareza acumula, a luxúria oferece, o orgulho brilha. Só a inveja se esconde na máscara.” Não há como discordar.
Lembre-se de outra frase bem popular: “o verdadeiro amigo não é o que é solidário na desgraça, mas o que suporta o teu sucesso.” E a solidariedade na alegria é coisa muito rara – A maioria das pessoas só tem olhos para o seu próprio umbigo.
Nelson Rodrigues também tem uma frase ótima: “há coisas que o sujeito não confessa nem ao padre, nem ao psicanalista, nem ao médium depois de morto. Uma delas certamente é a inveja.” Esse cara é você, meu caro.
Dissimulado, acha que não sei quem você é. Engana-se. Sei muito bem. Faz as coisas sorrateiramente, na surdina. É calculista, cumulativo, caprichoso no seu desafeto. O que pretende com isso? Só Deus sabe. Só sei que sua inveja, essa velha dama que invade o ser humano em vários níveis, tem o poder de secar plantas, pimenteiras, espadas de São Jorge. Tu és indigno. Um simples olhar denuncia que compara o que eu conquistei com o que você tem. Que merda!
Eu esperava encontrar em você um aliado e não um inimigo. Vai, covarde, confesse o que sente, o que faz na surdina. As infâmias que não conta. Você destila veneno, olha enviesado, fala e faz maldades, disfarça, escamoteia e dá mordidas traiçoeiras. Pobre de você, caro. Pobre de quem procura a fama e o dinheiro para ser feliz, já disse Gilberto Gil numa de suas lindas composições.
O resultado das suas atitudes lhe deixa eufórico. Claro, eu me dei mal, então você abre aquele sorriso e joga confete em si mesmo. Sente-se aliviado, uma vil euforia. Canalha! A inveja detesta competição, não é mesmo?
Que os Santos lá de cima, o Deus e os Orixás que me acompanham me protejam de você e de todas as pessoas invejosas. E olha que eu já tive muitas provas de que a proteção que tenho é forte. Mais forte do que você, que pretende me derrubar. Oras, tudo voltarás para você mesmo, caríssimo, portador de más influências.
Eu sei que você não é de todo ruim. Só que tem essa carretada de inveja contigo, que não merece elogios por “boas intenções”.
Improvável que tenha razão com tais sentimentos. Já que eu, segundo você, sou um “zé mané, chinelão”, uma mulher “câncer” e que “vive num universo paralelo”. Será mesmo isso ou seriam os seus olhos e coração enfeitiçados pela dama da inveja?
Um elogio? Jamais. Um agrado? Jamais. Quem se sente superior e olha por cima, com o queixo lá no céu e os olhos de quem tem o rei na barriga nunca elogia nem faz agrados.
Coitado. Você é tão vazio e solitário, um alpinista social intolerante, ofensivo, grosseiro, cheio de suposta racionalidade. Um homem enfeitiçado pela vida que você mesmo traçou. Solta raios e relâmpagos na sua fúria contra mim, que não lhe fiz nada. Ou fiz? E o que teria eu feito contra você para ser objeto de tanta raiva e inveja, mesmo distante fisicamente? Para mim, no lugar do coração você tem pólipos malignos.
Para você, a inveja e o ódio são vícios e você um coitado que com sua inveja, reflete exatamente sua incapacidade e ignorância.
Adaptado por
Claudir Benini
Jornalista Reg. Prof. MTBDRT 15975/RS



