Impor limites é um ato de coragem emocional que, embora pareça duro para alguns, é uma das maiores formas de auto-cuidado. Muitas pessoas têm medo de estabelecer fronteiras por receio de parecer egoístas, grossas ou inacessíveis. No entanto, o limite não é um muro contra o mundo — é uma porta seletiva que preserva sua paz, sua energia e sua dignidade.
Quem realmente ama você não se distancia ao encontrar um limite; pelo contrário, compreende, respeita e até se aproxima mais, porque relações verdadeiras se fortalecem com clareza e respeito mútuo. É comum que, ao começar a impor limites, você perceba um afastamento repentino de certas pessoas. Isso não é perda — é filtragem.
Os que desaparecem ou se irritam não estavam ao seu lado por amor, mas por conveniência. Pessoas que se beneficiavam da sua disponibilidade ilimitada, da sua dificuldade em dizer “não” ou da sua tentativa constante de agradar, sentem-se ameaçadas quando encontram resistência. O limite expõe intenções. Ele separa quem quer você de quem queria apenas o que você oferecia. Um limite bem colocado não destrói conexões verdadeiras; destrói apenas abusos disfarçados de afeto. Amores sinceros não precisam explorar sua boa vontade, sugar sua energia ou manipular sua culpa.
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Quando você diz “não posso”, “não quero” ou “isso me machuca”, quem ama escuta, considera e adapta. Quem não ama acusa, manipula e se afasta. Impor limites é assumir a autoria da própria vida. É recusar o papel de coadjuvante nos desejos dos outros. É entender que sua generosidade não pode ser moeda de troca e que sua empatia não deve virar ferramenta de exploração. No fim das contas, limites não afastam pessoas — afastam situações. Afastam abusos, desgastes e mentiras. E quando esses pesos vão embora, o que fica é mais leve, mais verdadeiro e mais seu. Porque quem te ama de verdade não quer te consumir; quer caminhar ao seu lado, com respeito.
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